sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
The Wake #1 à #5 - Review
Leonardo Marchezini
07:54
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2013 foi um ano extremamente proveitoso para os fãs de quadrinhos.
Roteiristas que brilham nas grandes editoras tiveram várias oportunidades para investir em projetos autorais (inclusive, temos até esse post da Luana sobre Sex Criminals). E dentre a leva de projetos grandiosos que tivemos nesse ano, um dos maiores destaques foi The Wake, que foi lançado no selo Vertigo pelas mãos de Scott Snyder e Sean Murphy. A série contará com 10 edições, tendo encerrado seu primeiro ciclo na edição #5. E são sobre essas cinco edições que eu pretendo falar. Sem spoilers, pode ficar tranquilo.
Para que entenda a importância do título, vamos primeiramente aos autores da obra:
Scott Snyder: se você não conhece o trabalho dele, recomendo seriamente que pare o que está fazendo e dê uma chance à Vampiro Americano (também da Vertigo, com arte de Rafael Albuquerque), Batman (da DC Comics, com Greg Capullo) e Superman Unchained (da DC Comics, com arte de Jim Lee). Os trabalhos de Snyder sempre tiveram um tom sombrio, beirando o terror (com exceção de Superman, onde a abordagem é um pouco diferente). Enfim, The Wake foi a oportunidade perfeita para que Scott pudesse liberar toda a sua mente aterrorizante e mostrasse a sua capacidade de contar um verdadeiro thriller.
Para que entenda a importância do título, vamos primeiramente aos autores da obra:
Scott Snyder: se você não conhece o trabalho dele, recomendo seriamente que pare o que está fazendo e dê uma chance à Vampiro Americano (também da Vertigo, com arte de Rafael Albuquerque), Batman (da DC Comics, com Greg Capullo) e Superman Unchained (da DC Comics, com arte de Jim Lee). Os trabalhos de Snyder sempre tiveram um tom sombrio, beirando o terror (com exceção de Superman, onde a abordagem é um pouco diferente). Enfim, The Wake foi a oportunidade perfeita para que Scott pudesse liberar toda a sua mente aterrorizante e mostrasse a sua capacidade de contar um verdadeiro thriller.
Sean Murphy: Outro grande nome da Vertigo. Se você ler Punk Rock Jesus (que é roteirizada e desenhada por ele), vai entender porque o cara tem que ser venerado. Além disso, Murphy já trabalhou com Snyder em uma série derivada de Vampiro Americano e portanto, os dois já não são estranhos entre si. A arte dele é exatamente o que se precisa para contar uma história como essa e mostra que Snyder é realmente seletivo para com os seus companheiros de criação.
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| Sean Murphy, responsável por Punk Rock Jesus e capista da DC Comics, eventualmente. |
Apresentados os criadores, vamos então à HQ em questão:
The Wake nos guia em um vai e volta no tempo, mostrando momentos diferentes que à princípio parecem desconexos, mas que com o desenvolver da trama, nos mostra sua conexão mais clara.
Essa primeira metade da história gira em torno de um grupo de exploradores reunidos pelo governo, com o intuito investigar uma criatura marinha que atacou uma de suas instalações subaquáticas. O grupo é formado por especialistas no assunto, desde biólogos à um professor especializado em folclore e um inescrupuloso caçador de animais marítimos. Lee Archer é a protagonista e lidera essa expedição, dada sua experiência prévia com a criatura misteriosa.
Já não bastasse todo esse background de filme hollywoodiano, a parte aterrorizante começa quando a criatura aprisionada foge e começa a atacar cada membro da instalação submarina, um por um, ao melhor estilo de filme de terror. A instalação em questão é ilegal e, portanto, não consta em nenhum registro. Sendo assim, as chances de um resgate diminuem. E cada vez mais o roteiro se assemelha à diversos aspectos cinematográficos, tornando a leitura ainda mais prazerosa.
Os personagens são cativantes, suas motivações e personalidades são bem estabelecidas. Snyder consegue imprimir em seu roteiro um clima tenso e desesperador à cada pagina virada. Em paralelo aos personagens aprisionados no oceano, temos alguns flashbacks que remetem à pré-história e se propõem a esclarecer o mistério em torno da criatura. Além disso, temos também alguns flashforwards que nos mostram um futuro caótico e uma personagem misteriosa, que de alguma forma está conectada ao que aconteceu no presente.
Sean Murphy é a escolha perfeita para acompanhar Snyder. Sua arte, toda envolta em sombras e linhas mais dissolvidas se encarrega de nos puxar e envolver em um mundo de claustrofobia e desespero, utilizando elementos fantásticos de forma à impressionar o leitor. Muitas vezes, em um painel silencioso, é possível sentir a tensão e o horror sem nem mesmo termos uma caixa de diálogo na página, sendo todo o mérito de Murphy.
Outro trabalho que merece destaque são as cores de Matt Hollingsworth (Gavião Arqueiro, Demolidor), que é fenomenal. Combinado à arte de Murphy, seu trabalho também colabora em toda imersão que a obra traz ao leitor.
Essa primeira metade da trama aborda questões interessantes sobre a própria origem da raça humana e com isso nos leva à uma aventura fantástica, cheia de mistérios. Sua conclusão, na edição #5, responde diversas perguntas levantadas ao longo das outras quatro edições e nos entrega um encerramento brutal e sombrio, nos deixando ainda mais desesperados para ler a segunda parte dessa obra-prima de Scott Snyder e Sean Murphy.
Se você não conhece o trabalho de Snyder, é uma boa chance para conhecer. Se já conhece, não deveria nem estar lendo esse texto pra saber que é algo genial. Mais uma vez, deixo aqui a minha recomendação.
A edição #6 de The Wake chega às lojas americanas em Fevereiro, dando início ao segundo ciclo da série, que agora é focada na misteriosa personagem do futuro, levando a história à outro patamar e até mesmo outro gênero. O próprio Snyder já prometeu momentos chocantes e situações selvagens, te guiando à uma jornada para salvar o mundo. E, claro, assim que eu tiver acesso ao material, já vou preparando a segunda parte da minha análise.
Até o próximo post!
The Wake nos guia em um vai e volta no tempo, mostrando momentos diferentes que à princípio parecem desconexos, mas que com o desenvolver da trama, nos mostra sua conexão mais clara.
Essa primeira metade da história gira em torno de um grupo de exploradores reunidos pelo governo, com o intuito investigar uma criatura marinha que atacou uma de suas instalações subaquáticas. O grupo é formado por especialistas no assunto, desde biólogos à um professor especializado em folclore e um inescrupuloso caçador de animais marítimos. Lee Archer é a protagonista e lidera essa expedição, dada sua experiência prévia com a criatura misteriosa.
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| A equipe reunida para investigar a criatura. [Clique na imagem para ampliar.] |
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| Tensão é um fator constante em The Wake. |
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| Os flashbacks de The Wake nós levam aos primórdios da raça humana. |
Outro trabalho que merece destaque são as cores de Matt Hollingsworth (Gavião Arqueiro, Demolidor), que é fenomenal. Combinado à arte de Murphy, seu trabalho também colabora em toda imersão que a obra traz ao leitor.
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| As cores de Matt Hollingsworth complementam a arte de forma impecável. |
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| Arte interna de The Wake #4 |
Se você não conhece o trabalho de Snyder, é uma boa chance para conhecer. Se já conhece, não deveria nem estar lendo esse texto pra saber que é algo genial. Mais uma vez, deixo aqui a minha recomendação.
A edição #6 de The Wake chega às lojas americanas em Fevereiro, dando início ao segundo ciclo da série, que agora é focada na misteriosa personagem do futuro, levando a história à outro patamar e até mesmo outro gênero. O próprio Snyder já prometeu momentos chocantes e situações selvagens, te guiando à uma jornada para salvar o mundo. E, claro, assim que eu tiver acesso ao material, já vou preparando a segunda parte da minha análise.
Até o próximo post!
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