terça-feira, 27 de agosto de 2013
Y: O Último Homem
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| Capa Nacional Panini Vertigo |
Antes de começar a falar sobre a história que envolve Y o ultimo homem, queria dizer que eu fui sugado por essa série que conta com 60 edições e que aqui no Brasil foi publicada em 10 encadernados TP.
A série foi roteirizada por BRIAN
K. VAUGHAN que costuma dizer “Todo escritor tem 10.000 páginas de porcaria, e o
único jeito de tornar seu texto bom é trabalhar duro para chegar à 10.001ª.”
Com dois Prêmios Eisner, uma
homenagem de “grande inovador” dada pela revista Wired, o convite para escrever
o seriado de maior sucesso no planeta “LOST”, uma graphic novel marco na
história dos quadrinhos e uma legião de fãs, Brian K. Vaughan certamente tem
que ser ouvido quando dá uma recomendação como a citada, publicada em seu blog.
E qual foi a 10.001ª página de Vaughan? A proposta de Y – O Último Homem, série
que a Vertigo começou a publicar em 2002. Mesmo que seu trabalho anterior
tivesse pontos altos, Y foi a virada de sua carreira.
Foi desenhada pela Pia Guerra que
lembra quando decidiu seu futuro: seu primo deixou uma HQ dos X-Men na sala e
ela não resistiu à tentação de ler aquela coisa desconhecida. Foi fisgada.
Descobriu que podia contar histórias fazendo aquilo que já gostava — desenhar.
Era 1981 e ela tinha 10 anos. Ainda não parou de desenhar. Seus primeiros
trabalhos foram publicados no início da década de 1990. Colaborou com
antologias como Asylum, The Big Book of Urban Legends e Dark Horse Presents,
além de ter feito vários manuais de RPGs como Vampiro — A Máscara, Changeling e
Lobisomen — O Apocalipse.
Conhecendo esses dois artistas
vamos a história. Na HQ conhecemos um rapaz chamado Yorick Brown, que está com
a vida na fossa, ele vive treinando truques mágicos nomeadamente escapadas, de
todo tipo, de prisão, algemas, de fechaduras e até camisas de forças, sua
especialidade é escapar, porém está com a vida na lama, tirando talvez pelo
fato de que possui uma namorada, chamada Beth, que nesse momento está no
outback (o deserto, não o restaurante) australiano explorando o mundo. Entretanto
a história tem um paralelo interessante que envolve personagens que tem ligação
com a história principal, a mãe de Yorick, Jennifer Brown, que é uma
congressista americana dentro da casa branca, sua irmã Hero Brown, além de Ampersand
que é um macaco capuchinho em que tem a função de ajudar pessoas com
dificuldades, Yorick conseguiu um dinheiro num programa para poder treinar o
simpático macaco.
Conhecemos uma doutora estranha Chamada Mann, uma bioengenheira que está grávida e precisa entrar em trabalho de parto o quanto antes, além de conhecermos uma misteriosa agente chamada 355, que faz parte de um grupo secreto do governo americano chamado Círculo Culper, ligado diretamente ao presidente. Dito tudo isso, vamos a premissa da HQ: e se todos os homens morressem, não apenas os homens mais todo o gene Y fosse extinto do nosso planeta?
Pois é, encontramos um mundo pós-apocalíptico
em que todos que possuem o gene Y foi eliminado, e todos morreram imediatamente, enquanto
todas as mulheres viam isso acontecer. Nesse cenário caótico onde um mundo sem
homens, sem machos de todas as espécies surgia, porém, Yorick Brown e seu
“único amigo de gene Y”, Ampersand, estão vivos num mundo cheio de corpos,
mortes e destruição. Como irão sobreviver o ultimo homem e macaco da terra? Nessa
terra que após a dita “praga” vive com mulheres tentando reconstruir o mundo,
onde tem mulheres que ainda não aceitaram muito bem que seus entes queridos
morreram e grupos de mulheres que querem construir uma nova nação, as ditas
amazonas, feministas que acham que a “praga” que matou todos os homens é um
castigo e que todo o genoma Y mereceu a extinção, as Amazonas lutam para
destruir todos os símbolos dito “patriarcais”.
Yorick e Ampersand resolvem ir
atrás de sua família e tentar entender o que aconteceu, encontra sua mãe que
tenta esconder a existência do filho, e explica que ele é o único homem do
mundo, Logo a notícia de que existe apenas um homem se espalha, e surgem grupos
que querem destruir Yorick, que agora é um símbolo vivo da opressão masculina e
deve ser destruído por alguns grupos, e por outros é a esperança de um novo
começo, então sua mãe Jennifer junto com a nova Presidente dos Estados Unidos,
enviam a Agente 355 e Yorick Brown em uma missão, que é encontrar a Dra Mann,
que será capaz de explicar por que só o nosso único exemplar masculino
sobreviveu e a Dra Mann é uma das pioneiras em pesquisas de clonagem humana. E
ai a aventura começa!
Olha essa história Y o Último
Homem é sensacional, Brian K. Vaughan consegue trabalhar bem a ideia e você
acredita nesse mundo que ele te apresenta. Como a história foi escrita em 2002
ainda há algumas referências ao 7 de setembro de 2001, o roteiro nos prende
muito facilmente, o que torna a leitura muito interessante, já que eu mesmo
demorei 3 dias para ler tudo, as mulheres são representadas de uma maneira
muito interessante, algumas lidam com o fato de que “agora não existem mais
homens o que iremos fazer?”, outras tentam convencer de que a extinção do Gene
Y foi a melhor coisa que aconteceu no mundo, e por isso destroem todo tipo de
patrimônio e dogmas que remetem ao sexo masculino, inclusive bancos de esperma.
É legal ver essa ideia acontecer, algumas mulheres apenas se tornam o que os
homens eram, enquanto outras tentam construir uma nova sociedade, o desenho de
Pia Guerra cai como uma luva para esse roteiro, além de José Marzán Jr e Goran
Sudzuka cuidando da arte-final e Zylonol, temos capas lindas feitas por Massimo
Carnevale e J. G. Jones. Essa série ganhou diversos
prémios e é uma que eu recomendo fortemente. Se tiver dúvidas sobre a edição pode
me procurar que te ajudarei!
Aqui Temos um Preview disponivel no hotsite da Panini Vertigo
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