segunda-feira, 17 de junho de 2013
V de Vingança
Todo mundo vê por ai o pessoal com máscaras inspiradas no personagem V, da graphic novel “V for Vendetta” (ou em português, V de Vingança), bem com os últimos eventos acontecendo, eu quis ler a história que foi criada por Alan Moore e foi desenhada por David LLoyo. Acredito que muitos veem a máscara inspirada nas feições de Guy Fawkes, um cara que queria explodir o parlamento inglês com seus parlamentares e rei, lá pelos anos de 1606 para que a igreja católica dominasse a Inglaterra. Na graphic novel, V de Vingança é o símbolo e pessoa adotado por V, o personagem que é conhecido apenas pela letra V, que também nos remete ao algarismo romano V (que significa 5). A história escrita por Alan Moore se divide em 3 Tomos, seria algo como 3 atos. Essa série foi criada com o intuito de ser uma tentativa de escrever histórias periódicas do barbudão inglês e começou a ser escrita lá pelos anos de 1981 e concluída em 1988.
Do que se trata então essa história? Bem, para você entender, recomendo que compre a história, o valor não está caro para quase 300 páginas, o que podemos encontrar por ai é de R$ 25 reais mais ou menos ou até R$ 50 numa versão que acompanha a máscara do personagem. Embora o filme retrate até bem os acontecimentos da HQ, ela é bem diferente, V de Vingança começa em 5 de novembro de 1997 e no filme (filmado em 2006) tem a ideia de que os acontecimentos sejam em 2017.
Vamos lá, nas páginas iniciais do Tomo Um A Europa depois do reino, encontramos uma jovem com seus 16 anos, muito bonita e ao fundo o telejornal enquanto se maquia, ela irá até a rua em busca de uma vida melhor? Ela se oferece e pergunta se o cara está afim de diversão, se tornar um cliente, e acaba encontrando policiais disfarçados que na verdade são agentes do Dedo, que é uma espécie de policia da trama, entretanto a moça não sabia muito bem no que estava se metendo, ela não é uma prostituta, mas queria poder ganhar um pouco mais de dinheiro já que trabalha numa indústria de armas, entretanto os oficiais do dedo se juntam com a pior das intenções com a moça, que de repente se vê em perigo, quando surge do nada um misterioso ser que tem uma longa capa preta, esse ser salva a garota e logo decide compartilhar algo que acabara de fazer, a moça pergunta quem é o ser misterioso, que nunca dá uma resposta clara e sim vários enigmas, enquanto casas do parlamento explodem, e surge um V no céu formado por fogos de artificio, logo o líder dessa Inglaterra futurista quer ocultar o que acaba de acontecer, logo V decide levar a moça, que se chama Every Hammond, e ao desabafar com o misterioso que pede para ser chamado apenas de V, some misteriosamente e retorna da mesma maneira que chegou.
A trama segue se com conflitos paralelos entre o líder que é a autoridade do partido totalitarista, a voz do destino que dita todas as regras através dos autofalantes espalhados pela cidade e rádios dessa Inglaterra apocalíptica, podemos ver que o V conhece a cidade como a palma da sua mão e apronta todo tipo de problemas para as autoridades locais, de pouco em pouco ele vai à procura de personagens e autoridades locais, que de certa maneira estão ligados a ele. Vale a pena ler e não perder nenhum detalhe, nesse capitulo temos o que é o V e do que é capaz, além de conhecermos um pouco do seu passado.
V acaba desenvolvendo mais sobre quais são suas intenções e o que espera do povo inglês através de um anuncio feito na tv, mostrando a todos que a situação atual é ruim e que o culpado não são as autoridades locais e sim os ingleses que permitiram que esses fascistas fossem eleitos. E é ai que tudo começa a esquentar....
V de Vingança, como o nome diz, é uma história que trata da vingança, um personagem que beira a loucura, mas ao mesmo tempo tão inteligente quanto os demais, acaba surgindo e desaparecendo quando lhe convém. Há importantes mensagens sobre como nós somos responsáveis pelo que nos acontecem, que nossas escolhas podem nos afetar e que não somos tão inocentes quanto acreditamos. Apesar de ser apenas uma história, devemos olhar e ler com atenção, diferentemente de usar uma máscara, podemos fazer a diferença e diferentemente do que se acredita, não se trata de uma história de revolução e sim de conscientização, V acaba adotado uma filosofia de que o fim justifica os meios, e apesar de ser bonito, temos que relevar o começo, meio e fim.
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| Uma das páginas mais emblemáticas, onde V diz que todos esses políticos, totalitário foram eleitos por nós, e que nós devemos escolher melhor, e assumir nossa parcela de culpa. |
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