terça-feira, 28 de maio de 2013
Jovens Vingadores #1 à #5 - Review
Leonardo Marchezini
09:59
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Pra quem não conhece a equipe e seu histórico, uma rápida introdução: em 2003, quando os Vingadores foram devastados pela Feiticeira Escarlate, um grupo de adolescentes super-dotados decidiu assumir o legado dos heróis. Assim, temos o Patriota (neto do primeiro Capitão América, Isaiah Bradley), Cassie "Estatura" Lang (filha do segundo Homem-Formiga, Scott Lang), Hulkling (filho do Capitão Marvel com a princesa dos alienígenas Skrulls), Gaviã Arqueira (uma jovem atiradora e atual sidekick do Gavião Arqueiro), e os personagens mais complexos da equipe, Wiccano e Célere (filhos da Feiticeira Escarlate, com poderes semelhantes aos de Wanda e de seu tio, Mercúrio).
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| Capa de Vingadores: Cruzada das Crianças #1 |
Criada por Allan Heinberg (roteirista das séries The O.C., Sex and the City e Grey's Anatomy) e Jim Cheung (Novos Vingadores: Illuminati), a equipe original chegou ao seu fim na saga Vingadores: Cruzada das Crianças, depois de criarem uma guerra entre os Vingadores, X-Men, X-Factor e Doutor Destino, que resultou na morte da jovem Cassie Lang.
Agora na Marvel NOW, a equipe ressurge nas mãos de Kieron Gillen (Homem de Ferro, Jornada ao Mistério) e Jamie McKelvie (X-Men: Season One, Defensores). Antes de mais nada, o rosto do grupo já não é o mesmo: os veteranos Wiccano, Hulkling e Gaviã Arqueira permanecem, agora acompanhados por Kid Loki (uma versão jovem do deus da trapaça, vindo de Jornada ao Mistério), Miss América Chavez (uma sidekick do Capitão América, vinda de outra dimensão) e Noh-Varr, o Marvel Boy (alienígena Kree e ex-membro dos Vingadores).
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| Capa de Jovens Vingadores #2 |
E a proposta do título muda também: ao menos no início, não temos um time. Wiccano e seu namorado Hulkling estão em crise. Billy decide não atuar mais como herói, mas Teddy quer voltar à ativa, levando à discussão que gera o mote do arco: para tentar agradar o namorado, o garoto com dons mágicos tenta trazer a mãe de Teddy de volta a vida, buscando a solução em outras linhas temporais. Mas algo sai extremamente errado. Uma parasita de outra dimensão acaba se passando pela mãe do garoto, dominando a mente dos pais de Billy também e trazendo à vida os pais dos outros garotos também.
Enquanto isso, vemos Kate Bishop, a Gaviã Arqueira, no espaço, acordando na cama de Noh-Varr. Presenciamos aqui também uma das cenas mais interessantes da primeira edição: o contato do alienígena com as músicas vindas da nossa cultura, quando é interrompido por Skrulls atacando sua nave. Junto de Kate, a invasão é impedida e somos introduzidos à grande frase que já deixa clara as intenções do autor para o título: "I have no powers and not nearly enough training, but I'm doing this anyway. Being a superhero is amazing, everyone should try it" (em português, "Eu não tenho poderes e nem treinamento suficiente, mas estou fazendo isso mesmo assim. Ser um super-herói é espetacular, todo mundo deveria experimentar".)
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| "Eu não tenho poderes e nem treinamento suficiente, mas estou fazendo isso mesmo assim. Ser um super-herói é espetacular, todo mundo deveria experimentar" |
E para impedir o avanço da tal parasita, somos introduzidos à Loki, que traz em seu encalço Miss America Chavez, desconfiando das ações do jovem deus. E assim, somos apresentados à nova trama, que força a união dos garotos para deter essa nova ameaça, ainda que fique claro que se tratam de jovens adultos lidando com esses problemas.
Mas o que chama tanto a atenção nesse título?
Primeiramente, o destaque vem para o roteiro. Tratando de temas pertinentes à juventude e com uma abordagem contemporânea, Gillen consegue fisgar os leitores mais novos. Exemplo dessa abordagem é a utilização de piadas com temas relacionados ao mundo dos adolescentes e até mesmo a utilização do casal gay, Wiccano e Hulkling (que particularmente, já se tornou um dos meus casais favoritos na editora). Outro destaque: as situações envolvendo o jovem Loki, que acaba sendo o alívio cômico da história, com comentários hilários a respeito de nosso hábitos e cultura.
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| "Bacon realmente é mágica." |
O segundo destaque é, obviamente, Jamie McKelvie. Junto de Gillen, ele aplica uma técnica exótica na arte, que combina com o roteiro descontraído: cenas de ação retratadas em quadros semelhantes à clipes musicais. Inclusive, à exemplo de Matt Fraction em Hawkeye, os dois estipulam trilhas sonoras para acompanhar a leitura, deixando tudo ainda mais divertido. Fora isso, a opção por diagramações mais "diferentes" na arte acaba gerando painéis lindos, que falam por si só:
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| Marvel Boy e sua performance em Jovens Vingadores #4 |
Ah, e a página de recapitulação do título é um espetáculo a parte, simulando o layout da rede social Tumblr, popular entre os jovens:
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| Yamblr: o Tumblr dos Young Avengers. |
Assim, a Marvel investe em um título que tem tudo para atrair os leitores mais novos: um clima descontraído, envolvente e engraçado, combinado com ação de qualidade. Já os apreciadores de uma boa HQ, podem se divertir analisando e curtindo as técnicas da narrativa muito bem elaboradas. E no fim das contas, temos uma ótima história de super-heróis, mas que acaba ganhando uma dimensão maior devido aos seus detalhes que brilham aos olhos, se tornando algo fenomenal.
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| Capa Variante de Jovens Vingadores #5 por Jim Cheung |
Como não pode deixar de ser, deixo minha recomendação aqui. Leiam Jovens Vingadores. Vocês não vão se arrepender.
PS: Praqueles que estranharam o Loki figurando entre os heróis, recomendo a leitura de Jornada ao Mistério, também de Kieron Gillen (recentemente publicada pela Panini). Lá conhecemos mais sobre esse Loki e suas motivações. E pros que já leram, a edição #5 de Jovens Vingadores guarda suas surpresas.
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