segunda-feira, 8 de abril de 2013

OS NOVOS 52: ZERAR TODOS OS SEUS TÍTULOS E MUDAR A ORIGEM DE SEUS PERSONAGENS

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(DC Comics – OS NOVOS 52)
O QUE DEU ORIGEM AO NOVO UNIVERSO?

Depois de um post muito bem escrito pelo meu amigo Leo Marchezini sobre a nova jogada da Marvel (que você pode conferir aqui (Marvel NOW: um começo para iniciantes e um recomeço para os veteranos), estou disposto a adentrar vocês, caros leitores e fãs de quadrinhos, ao novo universo que a DC Comics criou: Os Novos 52.

Em Maio de 2011 a DC Comics decide lançar um título que promete mudar o Universo DC como o conhecemos (ou conhecíamos). Um título chamado Flashpoint. Escrito por Geoff Johns e desenhado por Andy Kubert, a história começa quando Barry Allen (o Flash), desperta numa linha do tempo completamente alterada.
(CAPA DE FLASHPOINT #1 POR ANDY KUBERT)
Seus maiores inimigos se tornaram grandes heróis, sua mãe está viva (na Cronologia original, ela havia morrido), Superman não existe mais, muito menos a Liga da Justiça. O Batman não é o Bruce Wayne, mas sim Thomas Wayne (nessa linha do tempo, Bruce morre ao invés de seus pais), Aquaman e Mulher Maravilha são grandes rivais e etc.
Barry Allen acha que tudo aquilo é um sonho ou no máximo um mundo alternativo, outra dimensão. Porém logo descobre que não é uma realidade distorcida ou alterada, mas sim a verdadeira realidade e fica pior: ele não tem poderes.

Após descobrir que seu arqui-inimigo, o Flash Reverso, é a mente por trás de todas essas peripécias, ele decide ir atrás do Batman. Depois de muito encheção de saco do Morcegão (que aqui parece ainda mais grosso e frio que o próprio Bruce), ele o convence a tentar fazer o mesmo experimento que lhe deu os poderes. Vocês sabem, aquela antiga fórmula maluca seguida por um raio.  
(CAPA DE FLASHPOINT #5 POR ANDY KUBERT)
E então, o raio o atinge. Deixando nosso herói completamente machucado, porém os seus poderes voltaram e ele decide acabar com essa bagunça de uma vez por todas. Enquanto Aquaman e Mulher Maravilha acabam com metade da Europa numa disputa de território, heróis e vilões se enfrentam no mesmo campo de batalha.
Enfim, Batman ‘mata’ o Flash Reverso enquanto Flash vai à casa de sua mãe para se despedir. Ele precisa consertar a Linha do Tempo, porém não quer deixá-la. Ele sabe que se voltar pra sua antiga Linha Temporal sua mãe vai estar morta. Ela o convence de que é preciso e então ele o faz. Porém durante a viagem no tempo, ele se depara com 3 Linhas diferentes, sendo assim ele entra numa das 3 e é essa Linha que dá origem ao novo Universo DC.
Vale lembrar que Flashpoint foi um Crossover imenso. Nem eu li todos os títulos ligados ao Flashpoint, mas as que li valem muito a pena: Batman – O Cavaleiro da Vingança, Projeto Superman, O Mundo de Flashpoint, Imperador Aquaman e Mulher Maravilha e As Fúrias(?). Fica a dica pra quem se interessar.
(Peço perdão pelo post muito longo sobre Flashpoint, mas acho que deveria ser explicado de qualquer forma.)

E ENTÃO, O UNIVERSO DOS NOVOS 52 SE INICIA!
(LIGA DA JUSTIÇA POR JIM LEE)
Apesar de muito ‘mimimi’ de fãs das antigas, a DC Comics não desistiu de reestruturar seu Universo. Em 31 de Agosto de 2011, Geoff Johns e Jim Lee fazem uma Pré-Estreia dos Novos 52 com Liga da Justiça #1, numa das maiores e mais belas comic shops dos EUA: A Midtown Comics.
(JIM LEE E GEOFF JOHNS AUTOGRAFANDO NA MIDTOWN COMICS)
Diversos fãs compareceram e, apesar do atraso de ambos (que foi recompensado com uma bela pizza), a sessão de autógrafos foi um sucesso.  Inclusive, foi a HQ da DC Comics que mais vendeu, tanto é que teve aproximadamente 7 impressões.
No dia 7 de Setembro, os primeiros lançamentos do novo Universo foram lançados. Nessa lista havia: Liga da Justiça Internacional, Arqueiro Verde, Detective Comics, Action Comics, Homem Animal, Batgirl, Stormwatch, entre outros.

A DC Comics vendeu MUITO bem com seu novo Universo, ultrapassou até mesmo sua maior concorrente: Marvel Comics. Houve reimpressão de diversos títulos, até os que ninguém achou que ia vender tanto assim, mas como todo mundo sabe, tudo que é bom dura pouco. Mês após a mês, as vendas começaram a diminuir, não as vendas dos títulos de grande peso, como Batman, Action Comics, Lanterna Verde, mas sim as mais fracas. Então DiDio começou a cancelar os títulos que não traziam tanto lucro à empresa (ele cancela títulos até hoje, o que deixa muita gente fula da vida). Alguns dos primeiros a rodar foram Super Choque, Falcões Negros e Homens de Guerra. 

(LIGA DA JUSTIÇA POR IVAN REIS)
Depois de mais alguns meses, outros títulos também continuaram a ser cancelados por conta da falta de venda, mas como DiDio disse, “Sempre iremos substituir títulos, nunca irá faltar nem sobrar. Os Novos 52 sempre serão Os Novos 52.” (algo assim). Apesar dos títulos fracos, os títulos mais famosos da indústria ganharam roteiristas e desenhistas de peso. Scott Snyder (Vampiro Americano) e Greg Capullo (Spawn) em Batman, Grant Morrison (Grandes Astros Superman, Os  Novos X-Men) e Rags Morales (Crise de Identidade) em Action Comics, Tony S. Daniel (Batman R.I.P) em Detective Comics e vários outros.
Recomendarei alguns títulos dos meus títulos favoritos:
BATMAN
(CAPA DE BATMAN #8 POR GREG CAPULLO)
Temos aqui um primeiro arco nada menos do que épico. Um mal ressurge em Gotham, um mal que vem controlando a cidade há séculos, um mal que precisa ser detido. A Corte das Corujas é uma seita formada pelos burgueses de Gotham.  Burgueses que abusam de dinheiro e assassinato para manter seu poder político na cidade. Após Bruce Wayne iniciar um projeto de reformar partes pobres da cidade, isso aparentemente chama atenção da seita, que então envia um de seus assassinos para exterminá-lo. O arco é magnífico, há partes realmente interessantes sobre Gotham, sobre os Waynes e sobre a Corte. A visão do Snyder sobre o Batman, a cidade e como ele conseguiu colocar esses vilões fascinantes sem apagar ou alterar algo na cronologia foi fantástico. Melhor título periódico na minha opinião. Roteiros de Scott Snyder, desenhos de Greg Capullo. Altamente recomendado.
ACTION COMICS
(CAPA DE ACTION COMICS #12 POR RAGS MORALES)
Grant Morrison volta a escrever o Kryptoniano, mas dessa vez uma versão mais jovem e inexperiente do rapaz. Sua habilidade única de gerar vilões e conflitos interessantes e geniais continua intacta. A ideia é a seguinte: mostrar como Clark Kent se tornou um herói internacionalmente conhecido, coletando peças ao longo dos arcos para que se forme o verdadeiro quebra-cabeça. A história se passa 7 anos antes e pode ser vista como uma apresentação aos iniciantes e uma experiência contagiante para os veteranos. Com a arte de Rags Morales, Action Comics é um dos meus títulos preferidos do novo Universo e independente se você curte ou não o Grant Morrison, pode se tornar um dos seus títulos preferidos também.
LANTERNA VERDE
(CAPA DE LANTERNA VERDE #8 POR DOUG MAHNKE)
Nesse título não houve muitas alterações. Aliás, talvez não tenha tido nenhuma. Geoff Johns continua nos roteiros e Doug Mahnke na arte (porém há uma edição ou duas, até agora, que 2 outros artistas assumiram). O título se passa após A Guerra Dos Lanternas Verdes, onde o anel que foi forçadamente tirado de Hal Jordan pelos Guardiões escolhe Sinestro como seu sucessor. Vemos Jordan tentando se adaptar a vida ‘normal’, sem os deveres e poderes de um Lanterna Verde. Tudo estava indo tudo bem até Sinestro vir a Terra e lhe fazer a seguinte proposta: Jordan o ajuda a salvar seu planeta natal e, em troca, Sinestro lhe devolve seu anel. Para ajudar Hal, Sinestro forja um anel a partir do legítimo. Até o momento, ninguém sabia que o Sinestro conseguia forjar um anel, apenas os Guardiões eram capazes, e assim começa a aventura pela salvação de Korugar e a redenção de Hal Jordan.

Por hoje é só isso mesmo. Recomendei poucos títulos porque prefiro ter mais opções de dicas pra vocês, leitores, mais pra frente. Espero que tenham gostado e até logo.

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