segunda-feira, 8 de abril de 2013

Daredevil - End of Days (Demolidor: Fim dos Dias) - Review

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O Demolidor é um personagem que sempre agradou a muitos, com histórias de qualidade (na grande maioria das vezes). Escritores de renome fizeram sua fama escrevendo o personagem. E pra manter o hábito, temos aqui mais um clássico instantâneo pra conta do Homem sem Medo.
Estou falando de Daredevil: End of Days.


Bom, eu não tenho como começar esse post sem deixar duas coisas bem claras: sou fã do Demolidor. E sou fã do Brian Michael Bendis. Então, já adianto que vou tentar ao máximo controlar meu lado fanboy para que ele não influa na qualidade do texto.

Já é de praxe a Marvel publicar histórias contando o "fim" de seus personagens, como já foi feito com Homem-Aranha, Wolverine, Quarteto Fantástico e vários outros. Mas essa não é uma história qualquer, e já concluímos isso ao ver a equipe criativa do título: o já citado Brian Michael Bendis nos roteiros (com a ajuda de David Mack), arte de Klaus Janson e capas do magnífico Alex Maleev.


Apenas para contextualizar a importância da obra, vale lembrar que um dos trabalhos mais aclamados de Bendis foi o próprio Demolidor, título que ele assumiu em 2001, ao lado de Alex Maleev. Com um tom sombrio, o roteirista começou a destruir a vida de Matt Murdock, e em 2006 passou essa tarefa pra Ed Brubaker (Capitão América, X-Men). E depois de uma década escrevendo os Vingadores e as grandes sagas da Marvel, Bendis finalmente retorna ao Demolidor, mais em forma do que nunca, pra escrever a última aventura do herói.

A HQ se passa em um futuro "alternativo", algo semelhante ao Cavaleiro das Trevas de Frank Miller, então não precisa se preocupar: o Demolidor (de verdade) ainda está vivo e tendo suas histórias contadas por Mark Waid (Indestrutível Hulk, Quarteto Fantástico) de forma tão genial quanto essa aqui.



A trama é muito bem estruturada e já levamos um choque nas primeiras páginas da primeira edição: o Demolidor morreu, assassinado pelo seu maior adversário, o Mercenário. Mas, e aí? Como contar uma história do Demolidor se o personagem morreu? 
A resposta é simples: a história aqui segue o legado de Matt Murdock, enquanto seu maior parceiro investiga as circunstâncias de seu assassinato: Ben Urich, o jornalista do Clarim Diário e parceiro de longa data do Demolidor, revive os passos de Matt nos últimos anos e vê como a vida do vigilante mudou. Tudo isso envolto em um mistério que Bendis e Mack criam em torno da última palavra que Murdock pronunciou: "Mapone". E enquanto seguimos a aventura de Urich, prepare-se pra ver velhas figuras da vida do Demolidor em situações inusitadas, dentre elas, o Justiceiro, Elektra, Viúva Negra e Nick Fury. Ou seja, temos uma história que aprofunda a mitologia em torno do personagem através daqueles que sempre foram os coadjuvantes em sua vida, uma tática bem interessante utilizada por Bendis.


A arte é boa e Klaus Janson é competente, principalmente retratando o clima mais pesado da história. O desenhista peca em alguns detalhes, mas ainda assim, o conjunto da obra faz com que tudo fique muito bonito. Bill Sienkiewicz também manda bem na colorização. Não há muito mais a acrescentar aqui.

Enfim, a história já agradou os críticos e fãs e tem tudo pra ser uma dessas HQs que passam a ser leitura obrigatória para qualquer fã do Demolidor. E pros que não são fãs, recomendo da mesma forma. Já considero esse um dos melhores trabalhos do Bendis. 
Daredevil: End of Days já está em sua sexta edição, faltando apenas mais duas para a conclusão da série. Ainda não há previsão de publicação no Brasil, mas espera-se que a Panini não deixe um material tão bom assim passar em branco.

Logo mais eu volto com mais um review. Até.



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