sábado, 13 de julho de 2013
Age of Ultron - O Conceito (e um breve review, pra justificar o post)
Leonardo Marchezini
10:35
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No começo desse ano, a Marvel entrou em uma nova fase, a Marvel NOW. Era de se esperar que levasse um tempo até termos mais uma saga envolvendo os Vingadores e que "mudaria os rumos da história", como é sempre anunciado. Mas a editora não esperou e lançou Age of Ultron, um projeto já planejado (e engavetado) há algum tempo. E agora, em junho, a saga chegou ao seu fim, realmente mudando alguns rumos da história. Mas será que essa espera valeu a pena?
E então, não muito tempo depois, foi confirmada a saga Age of Ultron, que traria as implicações do retorno do vilão cibernético e seria o maior evento de Bendis à frente dos Vingadores. Como prólogo, tivemos a edição de Avengers #12.1, escrita por Bendis e com arte de Bryan Hitch, que seria também o desenhista do evento final. O problema é que os planos da Marvel divergiram dos interesses do roteirista. Como dito aqui (link para texto da Marvel NOW), a Marvel precisava lucrar e investiu em Vingadores vs. X-Men, adiando Age of Ultron (apenas por curiosidade, nota-se que Vingadores vs. X-Men NÃO estava prevista no mapa criado por Bendis, citado acima).
Bom, depois da batalha entre as equipes, Brian Bendis acabou se afastando dos Vingadores e aderindo à outra franquia, os X-Men. Mas anunciou que Age of Ultron seria sua grande despedida dos heróis que escrevera por uma década e que a saga sofreria um leve aumento em algumas edições, que seriam desenhadas não somente por Hitch, mas também por Carlos Pacheco e Brandon Peterson. Enfim, tudo acabou sendo publicado às pressas, com 10 edições publicadas em um período de 3 meses (!). Mas o resultado acabou sendo positivo, por incrível que pareça.
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| Capa Variante de Age of Ultron #1 por Adi Granov. |
Criado por Hank Pym, o Homem-Formiga original e membro fundador dos Vingadores, Ultron seria a inteligência artificial perfeita e auxiliaria a humanidade. Mas, como é de se imaginar, o robô evoluiu à patamares altos demais, superando o "controle" de seu mestre e se tornando uma das maiores ameaças que os Vingadores já enfrentaram ao longo de sua história, cada vez mais aprimorado e cada vez com planos maiores e mais abrangentes buscando a perfeição e a dominação da raça humana.
Enfim (eu também já cansei do meu texto), vamos à Age of Ultron:
Brian Bendis acertou a mão aqui. Eu sei que sou fã do cara e sou suspeito pra falar, mas o negócio cumpriu com a sua função e com suas promessas, ainda que esteja aquém de outros trabalhos do escritor (como All-New X-Men ou Uncanny X-Men mesmo). Talvez, o grande pecado de Age of Ultron seja a extensão da saga: a narrativa é arrastada e, por muito tempo, carregada apenas nos diálogos (que é um dos grandes fortes de Bendis, não há como negar).
E é justamente nesse fator que observamos uma característica interessante da história: aqui podemos ver como os heróis agem sob extrema pressão, quando o mundo realmente acabou, tomando decisões desesperadas e ações duvidosas.
Outro fator que dividiu opiniões (e eu gostei, fica a seu critério avaliar isso): somos jogados direto no mundo já dominado por Ultron, logo no começo da primeira edição, com os heróis divididos, devastados e se organizando em pequenas resistências. A explicação de como isso aconteceu vem apenas na última edição.
E é justamente nesse fator que observamos uma característica interessante da história: aqui podemos ver como os heróis agem sob extrema pressão, quando o mundo realmente acabou, tomando decisões desesperadas e ações duvidosas.
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| Arte interna de Age of Ultron #1 por Bryan Hitch, mostrando um Peter Parker devastado. |
Outro fator que dividiu opiniões (e eu gostei, fica a seu critério avaliar isso): somos jogados direto no mundo já dominado por Ultron, logo no começo da primeira edição, com os heróis divididos, devastados e se organizando em pequenas resistências. A explicação de como isso aconteceu vem apenas na última edição.
Mais um fato curioso é que, mesmo se chamando "Era de Ultron", o que menos vemos na saga é o vilão robótico. Temos mais noção das consequências de seus atos (e de sua ausência também), enquanto viajamos por futuros (e passados) alternativos, acompanhando um team-up bem interessante: a brutalidade e abnegação de Wolverine, lado a lado com a fidelidade e responsabilidade da Mulher Invisível.
Por fim, as consequências da saga prometem ser bem interessantes e deixam um gosto de quero mais. Pretendo abordar essas consequências em um post a parte, mas adianto que personagens como Hank Pym, Wolverine, Guardiões da Galáxia e Galactus (SIM, GALACTUS!) prometem tomar um rumo bem interessante daqui pra frente.
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| Capa de Age of Ultron #8 por Brandon Peterson, com o team-up inusitado: Wolverine e Mulher Invisível. |
Já na arte, Bryan Hitch (Supremos, Liga da Justiça) cuida das seis primeiras edições e faz um trabalho competente, principalmente ao retratar o mundo devastado e tomado por estruturas robóticas, sendo extremamente fiel ao passar a frieza que o mundo teria caso fosse dominado por uma inteligência artificial.
Em compensação, Brandon Peterson (Fabulosos X-Men, X-Factor) abusa de anatomias absurdas e, particularmente, não sou fã de seu trabalho, sendo justamente esse o ponto fraco da saga. Carlos Pacheco (Ultimate Vingadores, Cisma) funciona bem ao retratar as cenas que ocorrem no passado, ao longo das aventuras de Sue e Logan e é satisfatório.
AH, uma curiosidade que cabe ressaltar aqui: a última edição da saga traz uma personagem bem interessante de volta ao mundo dos quadrinhos (desenhada por ninguém menos que Joe Quesada), e com isso, traz também NEIL GAIMAN (Sandman) para escrever essa personagem ao lado de Bendis, em Guardiões da Galáxia.
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| Capa Variante de Age of Ultron #10 por Joe Quesada, estrelando Angela. |
Por fim, deixo uma recomendação: a saga funciona muito mais se for lida de uma vez, sem a espera que rolava entre uma edição e outra, ficando menos cansativa. Se você leu da primeira vez e não curtiu, tente ler novamente.
Espero que esse texto cheio de parênteses e negritos inúteis (ou não) te ajude a formar uma opinião sobre o evento. Até o próximo post.
Roteiro: 8,0
Arte: 7,5
Total: 7,5
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